Uma das partes na mesa negocial, rejeita a proposta inicial, sentindo-se compelida a concordar com a segunda proposta. Aumentando assim a probabilidade de aceitação.

Basicamente esta estratégia de negociação está dividida em 3 etapas:

1 – Apresenta-se uma proposta que é deliberadamente exagerada ou menos atraente.

2 – Espera-se que a outra parte rejeite a proposta inicial.

3 – Após a rejeição, apresenta-se a proposta real ou desejada, que é mais moderada em comparação.

Consideremos o cenário hipotético em que o Ministério da Educação aceita manter o controverso “Acelerador de Carreiras”. Neste contexto de reciprocidade negocial, poderia aprovar o seu plano de recuperação do tempo de serviço, proclamando tal decisão, como um triunfo governamental e colhendo benefícios eleitorais.

A questão que se impõe é: deveríamos concordar com esta proposta negocial, que prevê a devolução do tempo de serviço em cinco anos, mais o  “Acelerador de Carreiras”, solicitando aos sindicatos que a ratifique ?

Um comentário a “A cartola ou o coelho do Ministro”

  1. Avatar de Deolinda Teixeira
    Deolinda Teixeira

    Não

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