Quem representa os professores não sindicalizados?

   

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Entre a inércia e irrelevância das atuais organizações sindicais, quem representa os professores não sindicalizados?

A representatividade das organizações está em crise! 

As debilidades de que padecem, são de facto, confrangedoras e indisfarçáveis.

Umas, especializadas na blindagem de estatutos para conter saques e rebeliões internas, têm servido de bengala ao sistema.

Outras, fãs de guetos e torres de vigia, para além de blindarem os estatutos bloquearam também o processo de emancipação dos guerreiros, para conseguirem um lugar à mesa  do tal sistema.

Lamentavelmente, 

Todas, de uma forma, ou de outra, negligenciam as suas obrigações! 

Porém a responsabilidade é sempre dos sócios, ora por que não participam, ora porque participam de mais!

De facto, o tempo dos chefes e mestres destas organizações não é o tempo, tão pouco a emergência, dos seus associados! A eternidade, conferida por um punhado de estatutos blindados a esses chefes e mestres de operações, fez mirrar a jovialidade, a força e a ousadia da ação sindical.

Por comodismo, ou falta de coragem, esses homens e mulheres, beneficiários alados dessa eternidade estatutária, não souberam dizer NÃO!

Instalados em salas, onde se ministram outras aulas, habituaram-se a arrumar as suas causas na gaveta habitual, da costumeira secretaria ao lado da merenda tradicional.

Hoje, estagnados entre um presente que se esvai e um futuro que se quer adiado, esses eternos chefes e mestres, estão incapazes de liderar qualquer operação relevante que permita recuperar o tempo perdido entre o dia de hoje e aquele outro em que deveriam ter ousado erguer uma rebelião!

Aqui chegados, é tempo de colocar a questão…

Perante este débil cenário sindical, quem representará, à mesa de negociações, os professores não sindicalizados?

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